2 DE JANEIRO
Ontem de manhã estive a tomar as minhas resoluções de novo ano.
Afinal eram simples: não morrer de fome, escrever, escrever, escrever, deitar - mais um bocadinho - fora o que de mim agrida os outros e que não ajude ninguém.
Estou inclinado para a concretização da segunda...
;)
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
2 de janeiro de 2005
30 de dezembro de 2004
BOM ANO
Caros amigos/visitantes.
O que passou foi complicado para a maioria de nós, com crises financeiras, desgovernos em fuga e a tomada de consciência da linha frágil em que se movem os homens e mulheres de bem portugueses.
Ia escrever: "2005 não poderá ser pior",mas vêm-me à memória as imagens trágicas em directo dos paraísos para ocidentais. E todas as certezas caem por terra. Mesmo as que se referem à importância das coisas que por aqui se discutem. Todos os sobreviventes do maremoto diziam "estou vivo e isso é que interessa". Que nos fique a lição para o ano que começa.
Caros amigos/visitantes.
O que passou foi complicado para a maioria de nós, com crises financeiras, desgovernos em fuga e a tomada de consciência da linha frágil em que se movem os homens e mulheres de bem portugueses.
Ia escrever: "2005 não poderá ser pior",mas vêm-me à memória as imagens trágicas em directo dos paraísos para ocidentais. E todas as certezas caem por terra. Mesmo as que se referem à importância das coisas que por aqui se discutem. Todos os sobreviventes do maremoto diziam "estou vivo e isso é que interessa". Que nos fique a lição para o ano que começa.
19 de dezembro de 2004
2 FILMES NUMA NOITE
Como o Fernando Fragata se declarava vítima do sistema pseudo-intelectual e como o EXPRESSO lhe dedicava uma crítica condescendente, resolvi ir ver o SORTE NULA. Como é sabido, estou entre os que defendem a necessidade de um cinema português mais comunicante.
Havia meia-dúzia de espectadores na enorme sala. Eu fui dos que saí ao fim de 20 minutos. Porquê? Simples: a coisa poderia chamar-se Pesadelo de Qualquer Coisa 2. O realizador simplesmente não tem uma única ideia de realização. Não tem a ver com querer fazer acção, nem do filme ter um orçamento baixo. BALAS E BOLINHOS que é uma brincadeira de amigos é incomparavelmente melhor, esse sim, mereceria ter sido bastante mais apoiado. Comparo os dois, porque ambos são filmes de baixíssimo orçamento. Só que o primeiro não queria ser mais do era; Sorte Nula quer ser tudo o que nunca será. Basicamente, não tem argumento, tem uma imagem pavorosa, os actores (os que o são, em qualquer sentido do termo) andam aos papéis num filme onde não devem ter visto qualquer papel.
Fernando Fragata é um operador de steadycam que gostaria de ser realizador. Mas, e digo isto com uma sinceridade que ele nunca poderá compreender, já que me move apenas o desejo de ver bons filmes, para se ser Spielberg é preciso mais do que deixar crescer as barbas e ir passear para LA.
Fiquei tão agastado com aquela... coisa, que fui a pé até ao Monumental, onde comprei de forma descrente bilhete para A COSTA DOS MURMÚRIOS.
E... percebi a diferença entre o QUERER e o SER CAPAZ. O filme de Margarida Cardoso é absolutamente conseguido, excelente. E não é só pela fotografia que é das melhores que já vi no cinema, ou pelo desempenho dos actores (com destaque para a Beatriz Batarda, claro), mas toda a película respira de forma segura pela mão da realizadora. Margarida Cardoso, que nos habituara desde DOIS DRAGÕES a uma forma rigorosa de filmar, mostra-se aqui em plena maturidade. Perpassa a sombra de Lucrecia Martel, na forma de filmar os ombros desnudados das mulheres. E ainda bem.
É de longe o melhor filme português dos últimos anos. Filma África não como o postal ilustrado que a fotografia poderia produzir, mas de forma significativa e coerente. É "parado", sim, mas não tem nada do pseudo-intelectualismo de que Fragata se queixa (e nalguns casos com razão, basta ver os filmes estreados entre nós). É apenas um belíssimo filme.
Uma noite que começou mal em português, para acabar em beleza, como um céu coberto de flamingos rosa.
Como o Fernando Fragata se declarava vítima do sistema pseudo-intelectual e como o EXPRESSO lhe dedicava uma crítica condescendente, resolvi ir ver o SORTE NULA. Como é sabido, estou entre os que defendem a necessidade de um cinema português mais comunicante.
Havia meia-dúzia de espectadores na enorme sala. Eu fui dos que saí ao fim de 20 minutos. Porquê? Simples: a coisa poderia chamar-se Pesadelo de Qualquer Coisa 2. O realizador simplesmente não tem uma única ideia de realização. Não tem a ver com querer fazer acção, nem do filme ter um orçamento baixo. BALAS E BOLINHOS que é uma brincadeira de amigos é incomparavelmente melhor, esse sim, mereceria ter sido bastante mais apoiado. Comparo os dois, porque ambos são filmes de baixíssimo orçamento. Só que o primeiro não queria ser mais do era; Sorte Nula quer ser tudo o que nunca será. Basicamente, não tem argumento, tem uma imagem pavorosa, os actores (os que o são, em qualquer sentido do termo) andam aos papéis num filme onde não devem ter visto qualquer papel.
Fernando Fragata é um operador de steadycam que gostaria de ser realizador. Mas, e digo isto com uma sinceridade que ele nunca poderá compreender, já que me move apenas o desejo de ver bons filmes, para se ser Spielberg é preciso mais do que deixar crescer as barbas e ir passear para LA.
Fiquei tão agastado com aquela... coisa, que fui a pé até ao Monumental, onde comprei de forma descrente bilhete para A COSTA DOS MURMÚRIOS.
E... percebi a diferença entre o QUERER e o SER CAPAZ. O filme de Margarida Cardoso é absolutamente conseguido, excelente. E não é só pela fotografia que é das melhores que já vi no cinema, ou pelo desempenho dos actores (com destaque para a Beatriz Batarda, claro), mas toda a película respira de forma segura pela mão da realizadora. Margarida Cardoso, que nos habituara desde DOIS DRAGÕES a uma forma rigorosa de filmar, mostra-se aqui em plena maturidade. Perpassa a sombra de Lucrecia Martel, na forma de filmar os ombros desnudados das mulheres. E ainda bem.
É de longe o melhor filme português dos últimos anos. Filma África não como o postal ilustrado que a fotografia poderia produzir, mas de forma significativa e coerente. É "parado", sim, mas não tem nada do pseudo-intelectualismo de que Fragata se queixa (e nalguns casos com razão, basta ver os filmes estreados entre nós). É apenas um belíssimo filme.
Uma noite que começou mal em português, para acabar em beleza, como um céu coberto de flamingos rosa.
16 de dezembro de 2004
A POUCA VERGONHA E O VENTO TÊM O MESMO ATREVIMENTO
Se olharem para baixo, lerão a minha descrença face ao desaparecimento desta nódoa que nos anda a governar há algum tempo. Tal como as irmãs feitas de gordura, uma vez entaladas na roupa, custam a sair. Habituam-se a passear na lapela dos fatos.
A proposta maquiavélica de Portas é ao mesmo tempo ingénua e filha da sem-vergonhice total. Tentar encostar o Presidente à parede com a argumentação de que vão a votos em separado para obter mais lugares mas que estão juntos e como tal deverão governar em caso de não existir maioria absoluta de outro partido, é ignóbil. É ir contra a essência da democracia no que ela tem de respeitar a vontade do povo. Os que defendem que as mulheres devem continuar a ir presas se interromperem a sua gravidez porque em referendo UMA MICRO-PERCENTAGEM O DETERMINOU, vêm agora defender que as maiorias são relativas.
Não fosse termos assistido nestes meses à sua despudorada actuação e coraríamos por vergonha alheia.
Assim só nos resta engolir o nojo deste striptease humano, à direita do bom-senso.
Se olharem para baixo, lerão a minha descrença face ao desaparecimento desta nódoa que nos anda a governar há algum tempo. Tal como as irmãs feitas de gordura, uma vez entaladas na roupa, custam a sair. Habituam-se a passear na lapela dos fatos.
A proposta maquiavélica de Portas é ao mesmo tempo ingénua e filha da sem-vergonhice total. Tentar encostar o Presidente à parede com a argumentação de que vão a votos em separado para obter mais lugares mas que estão juntos e como tal deverão governar em caso de não existir maioria absoluta de outro partido, é ignóbil. É ir contra a essência da democracia no que ela tem de respeitar a vontade do povo. Os que defendem que as mulheres devem continuar a ir presas se interromperem a sua gravidez porque em referendo UMA MICRO-PERCENTAGEM O DETERMINOU, vêm agora defender que as maiorias são relativas.
Não fosse termos assistido nestes meses à sua despudorada actuação e coraríamos por vergonha alheia.
Assim só nos resta engolir o nojo deste striptease humano, à direita do bom-senso.
13 de dezembro de 2004
BZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzz
Julgo ter, tal como milhares de outras pessoas neste país, o telefone sob escuta. O que não me chateia particularmente. O meu problema é mais a chiadeira que a coisa faz. Daí que proponha aos responsáveis que das duas uma: ou melhoram nos equipamentos de brincar aos detectives, ou param e eu aviso quando for dizer alguma coisa que eles possam vender à imprensa de escândalos ou cor-de-rosa. Uma espécie de pacto de nacional-porreirismo. Que acham?
Obrigado pela atenção.
Julgo ter, tal como milhares de outras pessoas neste país, o telefone sob escuta. O que não me chateia particularmente. O meu problema é mais a chiadeira que a coisa faz. Daí que proponha aos responsáveis que das duas uma: ou melhoram nos equipamentos de brincar aos detectives, ou param e eu aviso quando for dizer alguma coisa que eles possam vender à imprensa de escândalos ou cor-de-rosa. Uma espécie de pacto de nacional-porreirismo. Que acham?
Obrigado pela atenção.
A POLÍTICA JÁ ENJOA, MAS AINDA ASSIM...
sempre vou dizendo que estou com pena do PSD. Goste-se ou não se goste, e depois de se excluir a gigantesca turba de clientes de argoleta e gravatinha, anda por lá gente com algum mérito. Terão uma visão um bocadinho menos compadecida as coisas e um certo gosto por autoestradas, mas que fazer...? Agora, verem o seu futuro nas mãos de um arrivista da pior espécie enquanto aturam outro arrivista, ainda de pior calibre, ridiculamente minoritario em votos, a DECIDIR SE OS DEIXA COLIGAR com ele... deve doer. Mas um congresso que se deixa manipular por alguém como Santana Lopes merece o destino que lhe está destinado...
sempre vou dizendo que estou com pena do PSD. Goste-se ou não se goste, e depois de se excluir a gigantesca turba de clientes de argoleta e gravatinha, anda por lá gente com algum mérito. Terão uma visão um bocadinho menos compadecida as coisas e um certo gosto por autoestradas, mas que fazer...? Agora, verem o seu futuro nas mãos de um arrivista da pior espécie enquanto aturam outro arrivista, ainda de pior calibre, ridiculamente minoritario em votos, a DECIDIR SE OS DEIXA COLIGAR com ele... deve doer. Mas um congresso que se deixa manipular por alguém como Santana Lopes merece o destino que lhe está destinado...
O QUE VER NAS COISAS QUE SÃO
Um amigo que escreve sobre livros fazia referência, há uns dias, a um escritor injustamente pouco conhecido, num dos seus artigos. Não poderia estar mais de acordo quanto ao valor da pessoa em causa. Nem quanto à menção de ser ela mais merecedora de atenção do que muitos que a recebem sem merecimento.
Já a ideia de que parte desse valor deriva das citações implícitas, prova de ciclópicas leituras, me perturba como critério. Não que o duvide, mas se isso bastasse, se não houvesse mais nada ( e não é o caso) teria de me apropriar do comentário que o Rui faz, uns posts abaixo, e dizer que ainda vou preferindo os que nada leram e contudo criam. À conta das leituras têm-se criado e mantido alguns dos blufes nacionais. Alguma coisa mais terá de haver...
Mas isso é apenas a opinião de quem vem de família sem biblioteca própria...
Um amigo que escreve sobre livros fazia referência, há uns dias, a um escritor injustamente pouco conhecido, num dos seus artigos. Não poderia estar mais de acordo quanto ao valor da pessoa em causa. Nem quanto à menção de ser ela mais merecedora de atenção do que muitos que a recebem sem merecimento.
Já a ideia de que parte desse valor deriva das citações implícitas, prova de ciclópicas leituras, me perturba como critério. Não que o duvide, mas se isso bastasse, se não houvesse mais nada ( e não é o caso) teria de me apropriar do comentário que o Rui faz, uns posts abaixo, e dizer que ainda vou preferindo os que nada leram e contudo criam. À conta das leituras têm-se criado e mantido alguns dos blufes nacionais. Alguma coisa mais terá de haver...
Mas isso é apenas a opinião de quem vem de família sem biblioteca própria...
THE INCREDIBLES
Fui finalmente ver o último filme da PIXAR. Ao contrário do que nos habituaram, desta vez trazem uma curta fraquinha, a acompanhar.
Mas o filme é, de novo, uma pérola de rigor e interesse.
Já tenho personagem favorita para os próximos tempos. O meu reino pela ideia de uma Edna estilisa :)
Fui finalmente ver o último filme da PIXAR. Ao contrário do que nos habituaram, desta vez trazem uma curta fraquinha, a acompanhar.
Mas o filme é, de novo, uma pérola de rigor e interesse.
Já tenho personagem favorita para os próximos tempos. O meu reino pela ideia de uma Edna estilisa :)
8 de dezembro de 2004
ANSIEDADE
Estou ansioso por saber o que Paulo Portas decidiu em nome dos franjinhas para as próximas eleições. Ele HOJE já sabia. Mas só conta AMANHÃ, o malandreco.
Se calhar é que vai aderir ao Bloco de Esquerda, deixar de mentir com quantos dentes tem na boca e sair do armário da hipocrisia.
Nossa Senhora de Fátima (com toda a pastorícia acoplada) o ilumine.
Estou ansioso por saber o que Paulo Portas decidiu em nome dos franjinhas para as próximas eleições. Ele HOJE já sabia. Mas só conta AMANHÃ, o malandreco.
Se calhar é que vai aderir ao Bloco de Esquerda, deixar de mentir com quantos dentes tem na boca e sair do armário da hipocrisia.
Nossa Senhora de Fátima (com toda a pastorícia acoplada) o ilumine.
Ó INCLEMÊNCIA
Não acredito que o Pinto da Costa tivesse sido capaz de um acto ilegal para promover o seu clube ou os interesses adjacentes. Olha-se para ele e vê-se logo que é um homem com um grande coração. Capaz até de levar um árbitro feínho como um judas, preterido pelas mulheres, até um sítio onde este possa encontrar convívio e compreensão, se necessário.
O mundo tem bons e maus. Outros alternam.
Não acredito que o Pinto da Costa tivesse sido capaz de um acto ilegal para promover o seu clube ou os interesses adjacentes. Olha-se para ele e vê-se logo que é um homem com um grande coração. Capaz até de levar um árbitro feínho como um judas, preterido pelas mulheres, até um sítio onde este possa encontrar convívio e compreensão, se necessário.
O mundo tem bons e maus. Outros alternam.
6 de dezembro de 2004
POLÍTICA
Desenganem-se, os que julgam que o afastamento do governo do execrável Santana Lopes e de Portas com os seus meninos e velhos virá acabar com este Portugal-podengo, deitado junto à fonte do calor, babando-se, alarve. Nem Sócrates, a vencer as próximas eleições terá forças para afastar este ninho de pulgas sequiosas. São demasiadas as revistas e jornais "choque", rosa-choque, a publicar, longo o braço da PT e dos bancos feitos no céu, seja por graça do espírito-santo, seja pelo acenar do opusdeisiano jardim. Portugal começou o milénio agarrado com as tenazes do despudor moral e financeiro. Não se irá deitar em cama limpa tão cedo.
Desenganem-se, os que julgam que o afastamento do governo do execrável Santana Lopes e de Portas com os seus meninos e velhos virá acabar com este Portugal-podengo, deitado junto à fonte do calor, babando-se, alarve. Nem Sócrates, a vencer as próximas eleições terá forças para afastar este ninho de pulgas sequiosas. São demasiadas as revistas e jornais "choque", rosa-choque, a publicar, longo o braço da PT e dos bancos feitos no céu, seja por graça do espírito-santo, seja pelo acenar do opusdeisiano jardim. Portugal começou o milénio agarrado com as tenazes do despudor moral e financeiro. Não se irá deitar em cama limpa tão cedo.
ALEXANDRE
A Mary Renault deve estar aos saltos na tumba. Os seus 3 livros (em Portugal editados pela Assírio) foram estraçalhados da pior maneira: reproduzindo-lhes partes, quase literalmente, fora de contexto ou sem a preparação devida à compreensão.
As 3 horas de filme facilmente se converteriam em 2 mais interessantes se Oliver Stone e os seus produtores compreendessem que Historia e América rimam com dificuldade.
Falta-lhes a fúria e a paixão, como muito bem disse Jorge Leitão Ramos no Expresso.
Sobra a converseta.
ps: foi curioso ver o riso alarve que ia grassando pela sala lotada sempre que Alexandre confirmava o seu amor a Hefestion. E alguma razão tinham, na sua provinciana ignorância, os espectadores, já que o realizador parecia acordar lá de vez em quando, para se lembrar de que a energia da personagem principal também vinha do amor dos que o rodeavam...
Enfim, leiam-se os livros.
A Mary Renault deve estar aos saltos na tumba. Os seus 3 livros (em Portugal editados pela Assírio) foram estraçalhados da pior maneira: reproduzindo-lhes partes, quase literalmente, fora de contexto ou sem a preparação devida à compreensão.
As 3 horas de filme facilmente se converteriam em 2 mais interessantes se Oliver Stone e os seus produtores compreendessem que Historia e América rimam com dificuldade.
Falta-lhes a fúria e a paixão, como muito bem disse Jorge Leitão Ramos no Expresso.
Sobra a converseta.
ps: foi curioso ver o riso alarve que ia grassando pela sala lotada sempre que Alexandre confirmava o seu amor a Hefestion. E alguma razão tinham, na sua provinciana ignorância, os espectadores, já que o realizador parecia acordar lá de vez em quando, para se lembrar de que a energia da personagem principal também vinha do amor dos que o rodeavam...
Enfim, leiam-se os livros.
2 de dezembro de 2004
ONDE ESTÁ O MEU COELHINHO SÁBIO
Vai-nos fazer falta, a certeza de ter a lux-cara do camarada Santana, a sua voz arrastada e monocórdica a falar do que não faz ideia nenhuma.
Como ficaremos sem a inteligência da secretária de estado da defesa... perdão, da cULTURA, e, sobretudo, sem a visão dos seus cabelos loiros por detrás dos vidros de um luxuoso carro.
Não falo do secretário geral das ondas... como lamentaremos não ouvir os seus discursos em bom português. Portas e Santana têm razão: não se percebe o porquê do afastamento deste harmonioso bando.
Muito menos o da sua nomeação.
Vai-nos fazer falta, a certeza de ter a lux-cara do camarada Santana, a sua voz arrastada e monocórdica a falar do que não faz ideia nenhuma.
Como ficaremos sem a inteligência da secretária de estado da defesa... perdão, da cULTURA, e, sobretudo, sem a visão dos seus cabelos loiros por detrás dos vidros de um luxuoso carro.
Não falo do secretário geral das ondas... como lamentaremos não ouvir os seus discursos em bom português. Portas e Santana têm razão: não se percebe o porquê do afastamento deste harmonioso bando.
Muito menos o da sua nomeação.
30 de novembro de 2004
24 de novembro de 2004
22 de novembro de 2004
diário
cansado. durante dez horas, assistir ao transformar do actor. o olhar de câmara e as convulsões internas do personagem. as subtilezas que se afinam. ser o chato, o que pede mais um take, enquanto a pessoa frente ao pano azul ignora as luzes, os microfones e o olho de vidro, e se imagina outro. cada palavra é espremida até que os seus vários sentidos escorram pela sala, nessas horas maior do que ela própria. transformada.
da universidade de turim chega-me a notícia que o "segura-te..." foi traduzido para a antiga língua, por vários estudantes. se fico contente? fico. pela partilha. só por ela. como quem faz - de alguma forma - novos amigos. vem-me à cabeça a figura das criaturas que andam pela net a alardear que descobriram erros e fragilidades no trabalho dos outros. ideia contrária à das traduções. vive mdo apoucar por razões claras e tristes. há crueldade divina no deixar que o fel cresça no coração de alguns. poderia existir lá um prado, se deixassem. mas o medo de si, o desprezo com que chamam em surdina o próprio nome, é mais forte.
de londres, e-mail de um antigo aluno, e amigo, por consequência. fala-me do país com o olhar de quem acaba de chegar e não se lembra bem onde deixou o guarda-chuva. fico contente de o saber em busca de mais conhecimento. um destes dias há-de escrever coisa maior. e não serei só eu a desejar-lhe uma aprendizagem frutuosa.
amanhã, oito horas de aulas. no meio, reuniões e trabalho extra. preparar tudo, antes de deitar.
cansado. e apesar disso vou gostar de acordar.
cansado. durante dez horas, assistir ao transformar do actor. o olhar de câmara e as convulsões internas do personagem. as subtilezas que se afinam. ser o chato, o que pede mais um take, enquanto a pessoa frente ao pano azul ignora as luzes, os microfones e o olho de vidro, e se imagina outro. cada palavra é espremida até que os seus vários sentidos escorram pela sala, nessas horas maior do que ela própria. transformada.
da universidade de turim chega-me a notícia que o "segura-te..." foi traduzido para a antiga língua, por vários estudantes. se fico contente? fico. pela partilha. só por ela. como quem faz - de alguma forma - novos amigos. vem-me à cabeça a figura das criaturas que andam pela net a alardear que descobriram erros e fragilidades no trabalho dos outros. ideia contrária à das traduções. vive mdo apoucar por razões claras e tristes. há crueldade divina no deixar que o fel cresça no coração de alguns. poderia existir lá um prado, se deixassem. mas o medo de si, o desprezo com que chamam em surdina o próprio nome, é mais forte.
de londres, e-mail de um antigo aluno, e amigo, por consequência. fala-me do país com o olhar de quem acaba de chegar e não se lembra bem onde deixou o guarda-chuva. fico contente de o saber em busca de mais conhecimento. um destes dias há-de escrever coisa maior. e não serei só eu a desejar-lhe uma aprendizagem frutuosa.
amanhã, oito horas de aulas. no meio, reuniões e trabalho extra. preparar tudo, antes de deitar.
cansado. e apesar disso vou gostar de acordar.
20 de novembro de 2004
SAMPAIO NÃO TEM CORAÇÃO
O ex-presidente de todos os portugueses negou à família Santana o seu gabinete de propaganda. "Que só ia dar 30 tachos", ainda argumentou o governo, "no estrangeiro chegam a ser 200 pessoas a trabalhar nisto". Mas não adiantou de nada.
Na região compreendida entre as primeiras vivendas do Estoril e as últimas da zona do Guincho houve hoje 30 vozes que gritaram para a cozinha: "Ó Mariiiaaa... Afinal já não vai ser lagôôoosta pró jantaree... Descongele lá a sopa do capitão Iglo ó lá o que é... ca fartura ficou adiada por mais uns diaasss... Caturreira!".
O ex-presidente de todos os portugueses negou à família Santana o seu gabinete de propaganda. "Que só ia dar 30 tachos", ainda argumentou o governo, "no estrangeiro chegam a ser 200 pessoas a trabalhar nisto". Mas não adiantou de nada.
Na região compreendida entre as primeiras vivendas do Estoril e as últimas da zona do Guincho houve hoje 30 vozes que gritaram para a cozinha: "Ó Mariiiaaa... Afinal já não vai ser lagôôoosta pró jantaree... Descongele lá a sopa do capitão Iglo ó lá o que é... ca fartura ficou adiada por mais uns diaasss... Caturreira!".
ANÚNCIO
A minha amiga Pascale quer abrir um local em Lisboa onde se possa beber um copo de bom vinho, ou um kir, e comer algumas das deliciosas entradas francesas que ela prepara, enquanto se fala do que der na bolha desse dia.
É um sonho-projecto à procura de parceiros.
Os interessados que deixem um papelito na nossa e-morada.
A minha amiga Pascale quer abrir um local em Lisboa onde se possa beber um copo de bom vinho, ou um kir, e comer algumas das deliciosas entradas francesas que ela prepara, enquanto se fala do que der na bolha desse dia.
É um sonho-projecto à procura de parceiros.
Os interessados que deixem um papelito na nossa e-morada.
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